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Mercado de feijão encerra semana com preços firmes e expectativa de maior movimentação
Carioca e preto: preços firmes, compradores mais presentes, mas os negócios ainda não acompanham as expectativas. O que pode mudar na próxima semana?
A semana termina com um mercado de baixa liquidez, mas sem sinais de enfraquecimento generalizado das cotações. A sondagem dos compradores ganhou intensidade nos últimos dias, aumentando a expectativa entre os produtores. Apesar disso, a procura ainda não se converteu em negócios expressivos. As indústrias permanecem presentes, porém com compras fracionadas e volumes abaixo do potencial de absorção do mercado.
A resistência dos vendedores tem sido determinante para a manutenção dos preços. Sem pressão imediata para comercializar, muitos produtores preferem aguardar a evolução das condições de mercado a aceitar valores inferiores às referências vigentes. As diferenças registradas nas negociações refletem, sobretudo, a qualidade dos lotes e suas respectivas classificações, e não uma desvalorização generalizada.
O quadro climático acrescenta um componente de incerteza às expectativas. No Paraná, as lavouras enfrentam condições severas, com impactos que ainda precisam ser acompanhados em campo. Em São Paulo, o plantio avança, embora algumas áreas necessitem de maior luminosidade e sequência de dias ensolarados para favorecer o desenvolvimento das plantas, a floração e o enchimento dos grãos.
Esse cenário mantém o mercado sustentado e abre espaço para novas tentativas de valorização. Entretanto, a formação de novas referências dependerá da capacidade de os vendedores encontrarem compradores dispostos a efetivar negócios nesses patamares. Testar preços é diferente de validá-los comercialmente. Por enquanto, a estabilidade permanece como cenário mais provável para o início da próxima semana.
Feijão preto: produtores tentam consolidar novas referências antes do avanço da colheita
O mercado do feijão preto merece atenção especial. A disputa entre vendedores e compradores continua, com as origens buscando preservar as cotações atuais e avançar gradualmente para novos patamares. A oferta disponível, a distribuição regional da colheita e o ritmo de comercialização serão determinantes para essa movimentação.
Em São Paulo, os negócios apresentam referências entre R$ 305,00 e R$ 350,00 por saca, em um ambiente de poucas ofertas. O estado ainda não entrou plenamente na fase de colheita, e a movimentação mais expressiva é esperada a partir da segunda quinzena de novembro.
Em Goiás e Minas Gerais, as referências predominantes estão entre R$ 270,00 e R$ 310,00 por saca. Há registros de valores entre R$ 320,00 e R$ 330,00, mas em volumes reduzidos. Essas negociações indicam que os produtores começam a encontrar espaço para trabalhar em níveis superiores, embora ainda falte volume comercializado para consolidar essas referências.
A estratégia das origens, neste momento, é preservar os preços já alcançados e ampliar gradualmente o espaço de negociação. A sustentação dos valores atuais será importante para que novas tentativas de valorização possam avançar. No entanto, a confirmação de patamares mais elevados continuará condicionada à efetivação das vendas.
Para a próxima semana, o comportamento do feijão preto deve permanecer entre a resistência dos vendedores e a cautela dos compradores. A questão central será observar se os negócios ganham volume suficiente para transformar as referências mais altas em preços efetivamente praticados.
Analista: Rose Almeida
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