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R$ 340 entra no jogo e o mercado começa a testar novos patamares

O pós-pregão desta quarta-feira trouxe uma mudança importante de comportamento: o que entrou na Bolsa vendeu, e as negociações continuaram acontecendo com preços firmes.



Nos feijões premium, os melhores lotes de 9,5/10 de cor chegaram a R$ 340 por saca. Já os lotes com maior presença de defeitos e sementes foram negociados entre R$ 330 e R$ 335.

A diferença de preço não está apenas no padrão de cor. A qualidade está fazendo o preço. É justamente aí que o mercado começa a mostrar uma firmeza maior: o comprador está aceitando pagar mais quando encontra o lote que realmente atende à sua necessidade.


Comprador compra, mas não está fazendo estoque

As empacotadoras continuam dentro do comportamento esperado: comprando da mão para a boca, porém encarando as pedidas que estão sendo colocadas.

O R$ 340 não chega a ser uma surpresa quando olhamos para a qualidade dos lotes. Mesmo atendendo ao padrão de cor e grão, alguns apresentam maior quebra, a conhecida bandinha, o que também interfere diretamente na formação do preço.


Produtor segura e deixa o mercado trabalhar

Nas origens, a conversa continua praticamente a mesma: produtor com mão de ferro e sem pressa para vender.

As pedidas permanecem na faixa de R$ 280 a R$ 310, com alguns produtores já olhando para a possibilidade de testar novas cifras. Mas esse movimento ainda é bem dosado, porque todos estão atentos ao momento das indústrias e dos cerealistas.

E aqui está o ponto que merece atenção:

a oferta não está desaparecendo, mas também não está chegando com facilidade.

O produtor segura. O comprador precisa comprar. E, quando aparece o lote certo, o preço começa a responder.

A leitura do dia

Ainda é cedo para chamar isso de uma alta consolidada. Mas já podemos dizer que o mercado está mais firme e começa a testar patamares superiores.

O R$ 340 apareceu nos melhores lotes. Agora, a pergunta é se esse preço ficará restrito aos feijões premium ou se, com a continuidade das compras, começará a puxar os demais padrões para cima.

O mercado voltou a conversar sobre preço. E, desta vez, a conversa começou em R$ 340.

 

 

Analista:  Rose Almeida

 

 



 

 

 

 


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