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Mercado do feijão segue travado: compradores abastecidos limitam negócios, enquanto preços do carioca continuam sustentados.
O mercado do feijão carioca segue enfrentando dificuldades para escoar os lotes de melhor qualidade. As vendas de feijões extras praticamente pararam, enquanto a procura por feijões comerciais aparece de forma tímida.
Mesmo em um cenário de oferta mais enxuta, o ritmo dos negócios continua lento. A escassez ajuda a manter os preços elevados, mas as reposições têm ocorrido em volumes modestos. A sensação do mercado é que boa parte da indústria e do empacotamento já se abasteceu. As entregas realizadas nesta semana são, em sua maioria, resultado de negociações fechadas na semana passada e de algumas operações realizadas ontem.
As referências de preços continuam firmes. Os grãos com nota 8,5 de cor seguem na faixa de R$ 370,00 por saca, enquanto os padrões 9 e 9,5 variam entre R$ 425,00 e R$ 435,00. Como não houve negócios relevantes nesta terça-feira, essas cotações passam a ser consideradas nominais, refletindo os valores praticados no pregão anterior.
A sustentação dos preços continua vindo das ofertas nas lavouras. Em Goiás e Minas Gerais, os valores pagos ao produtor variam entre R$ 340,00 e R$ 400,00 por saca, dependendo do padrão do grão.
Feijão comercial
Do lado dos compradores, existe certa insegurança em relação ao tamanho real da oferta disponível. O que mais tem circulado são feijões de qualidade inferior, afetados pelas mudanças climáticas. Já os lotes mais sadios, classificados entre 7,5 e 8 de cor, aparecem em menor volume.
Vendas
Na Zona Cerealista, os corretores que atuam na Bolsa movimentaram lotes oriundos do Paraná. Os negócios ocorreram entre R$ 255,00 e R$ 275,00 por saca, envolvendo produtos com maior índice de defeitos.
Mesmo assim, estima-se que cerca de 3 mil sacas tenham sido escoadas ao longo do dia.
Feijão preto
O mercado do feijão preto continua enfrentando uma ausência maciça de compradores. Quando surgem negociações, os volumes são reduzidos e os preços oscilam entre R$ 250,00 e R$ 260,00 por saca.
No caso do produto argentino, as ofertas seguem em torno de R$ 290,00 por saca, mas encontram resistência dos compradores, que trabalham com contrapropostas próximas de R$ 270,00. A ampla disponibilidade de produto, aliada à falta de interesse dos compradores, vem pressionando o mercado. Diante desse cenário, quem necessita de liquidez acaba sendo obrigado a se adaptar a uma demanda bastante limitada.
O pós-pregão desta terça-feira confirma um mercado travado, com os preços do feijão carioca sustentados pela postura do setor produtivo, que vem ofertando os volumes de forma gradual. No entanto, a falta de novos compradores continua limitando os negócios. Enquanto a demanda segue cautelosa e aparentemente abastecida, vendedores aguardam uma retomada mais consistente do consumo para destravar o mercado.
Analista: Rose Almeida
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