Notícias

FEIJÃO CARIOCA: UMA SEMANA DE POUCOS NEGÓCIOS, MAS MUITA INFORMAÇÃO

A semana termina com uma característica bastante clara: o mercado desacelerou.


Desde quarta-feira, a presença dos compradores foi diminuindo e, com ela, os negócios. As empresas que já haviam recomposto seus estoques passaram a ter menos necessidade de retornar ao mercado.

Isso é importante porque evita uma interpretação simplista: menos negócios não significam, necessariamente, mudança de preço.

Ao mesmo tempo, quem tem feijão continuou trabalhando com pedidas firmes, mas é importante separar as referências.

Na origem, em MG e GO, os negócios observados ficaram entre R$ 305 e R$ 315, dependendo do padrão e da qualidade.

Na Bolsa, as referências ficaram em outro patamar: R$ 335 para feijões de 9 de cor e R$ 345 para feijões de 9,5/10 de cor.

Essa diferença não significa uma desconexão entre os mercados. O preço da Bolsa incorpora o avanço do produto, considerando logística e demais despesas envolvidas até a chegada ao destino. Por isso, são referências diferentes, mas que fazem parte da mesma formação de preço.

Também é importante separar pedida, teste e negócio realizado. Durante a semana, apareceram valores de R$ 320, R$ 330 e até R$ 340 na Bolsa, mas esses níveis não devem ser automaticamente tratados como novas referências. O que efetivamente aconteceu precisa continuar sendo separado do que apenas foi testado.

E O QUE A SEMANA DEIXA PARA A PRÓXIMA?

Talvez essa seja a principal questão que fica.

Com as empresas mais abastecidas, a demanda perdeu urgência. Isso explica boa parte da redução dos negócios observada nos últimos dias.

Agora, o comportamento da oferta ganha peso maior na formação do cenário.

Se os volumes continuarem restritos, teremos um mercado que tende, no mínimo, a permanecer estável, com possibilidade de maior firmeza. Se houver aumento significativo da oferta, a leitura naturalmente precisará ser revista.

Por isso, não considero que a semana termine deixando uma direção definida de preço.

Ela deixa, sim, uma condição de mercado para ser observada: compradores menos presentes, estoques aparentemente mais confortáveis e uma oferta que ainda precisa mostrar quanto produto estará disposta a colocar no mercado.

Na próxima semana, mais do que olhar apenas para a pedida, será preciso olhar para o volume.

Porque, neste momento, é ele que pode dizer se o mercado apenas continuará parado ou se começará a desenhar um novo movimento.

 

 

 

Analista:  Rose Almeida 


Notícias relacionadas

SEGUNDA-FEIRA SERÁ O PRIMEIRO TESTE DEPOIS DE UMA SEMANA DE PREÇOS MAIS FIRMES

A TERCEIRA SAFRA VEIO FORTE. MAS O PRODUTOR NÃO ENTREGOU O JOGO.

O PRODUTOR SEGURou. E O MERCADO COMEÇOU A RESPONDER.

FEIJÃO PRETO ? O mercado está ferido, mas ainda tem tempo

Análise Semanal - Mercado de Feijão

ANÁLISE DE MERCADO: Feijão Preto - Fim de Julho de 2026

A queda perdeu força? Feijão carioca encerra semana com dois dias de estabilidade e compradores voltam ao balcão?

*Leitura Estratégica da Cadeia do Feijão* *Após os ajustes de preços, cada elo busca reposicionamento no mercado*

Feijão Carioca: Mercado Sinaliza Formação de Piso Após Sequência de Quedas

A terceira safra vai derrubar os preços?

Mercado do feijão segue travado: compradores abastecidos limitam negócios, enquanto preços do carioca continuam sustentados.

Feijão Extra ganha força, preços avançam e corretores elevam pedidas em busca de novos patamares

Pregão do feijão termina sem compradores e mercado aposta as fichas no pós-pregão

Mercado travado: compradores ausentes, vendas lentas e especulação em torno dos extras.

Silêncio no pós-pregão intriga o mercado: o que os corretores sabem que ainda não foi dito?

Feijão carioca extra desaparece do mercado e compradores seguem cautelosos.

Escassez silenciosa:

BOLETIM INFORMATIVO DO FEIJÃO PREGÃO - 15 de junho de 2026

Resumo da Semana

ALERTA CLIMÁTICO E DE MERCADO | JUNHO 2026