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SEGUNDA-FEIRA SERÁ O PRIMEIRO TESTE DEPOIS DE UMA SEMANA DE PREÇOS MAIS FIRMES

A semana termina com o feijão carioca trabalhando em referências mais altas.


Na origem, já foram observados negócios pontuais entre R$ 310 e R$ 315, mostrando que os preços realmente se movimentaram em relação à faixa de R$ 280 a R$ 300 que vinha sendo trabalhada.

Mas é preciso cuidado para não transformar negócios pontuais em uma nova referência para todo o mercado.

O movimento da semana foi muito mais marcado pela postura da oferta do que por uma reação forte da demanda. Produtores e corretores passaram a trabalhar com mais critério, enquanto as ofertas foram chegando de forma mais protegida.

Agora, a atenção está voltada para segunda-feira.

O mercado abre com uma oferta mais seletiva e uma origem testando níveis mais altos. Ao mesmo tempo, existe uma questão importante do lado da demanda: a cadeia ainda tem produto.

Depois de um período em que o feijão trabalhou entre R$ 230 e R$ 260, é razoável considerar que parte das empacotadoras tenha aproveitado aqueles níveis para recompor estoques e formar seu estoque de passagem. Principalmente empresas com boa distribuição e maior previsibilidade de venda.

Se isso estiver acontecendo, podemos ter um comprador menos pressionado do que a oferta imagina.

É justamente aí que estará o teste de segunda-feira.

A pergunta não será apenas se o produtor continua firme. Será se a indústria e a empacotadora, ainda abastecidas em parte, estarão dispostas a acompanhar os novos níveis quando precisarem repor.


Se houver aceitação e repetição de negócios nos patamares mais altos, o mercado começa a construir uma nova referência.

Se os negócios continuarem pontuais e o comprador demonstrar resistência, teremos a confirmação de que o preço se movimentou, mas ainda não necessariamente mudou de patamar.

E essa diferença é importante.


A cadeia não está sem feijão. O que temos é uma oferta mais protegida, uma origem mais firme e um comprador que pode ter algum estoque para administrar.

Nossa tendência para segunda-feira: mercado firme, mas com resistência a ser testada. O viés continua positivo, porém a consolidação dos novos preços ainda depende da resposta do comprador.

 

Analista:  Rose Almeida 

Crédito da imagem: Heraldo - corretor


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