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Feijão Extra ganha força, preços avançam e corretores elevam pedidas em busca de novos patamares

Com oferta enxuta e compradores focados nos melhores padrões, o mercado do feijão inicia a semana testando preços mais altos. Negócios pontuais acima da semana passada reforçam a percepção de firmeza, enquanto corretores apostam em novas pedidas para medir o apetite da demanda.



O mercado do feijão abriu a semana com um cenário já conhecido pelos participantes da cadeia: oferta reduzida, compradores concentrados nos melhores padrões e corretores aproveitando o momento para testar preços mais elevados.

Durante o pregão desta segunda-feira, foram disponibilizadas aproximadamente 5.600 sacas de feijão carioca. Apesar do volume considerado modesto, houve presença de pequenos lotes com padrões entre 7,5 e 8,5 de cor, todos com disponibilidade para pronta entrega.

No segmento de embarque, os negócios mais destacados envolveram os feijões carioca extra. Lotes com padrão 9,5 de cor foram negociados a R$ 435,00 por saca, enquanto os de padrão 9 alcançaram R$ 425,00. Em comparação com os negócios realizados na semana passada, os valores registraram avanço de cerca de R$ 5,00 por saca. Embora sejam operações pontuais, a valorização encontra respaldo na escassez dos melhores padrões e em uma demanda que, mesmo discreta, segue presente.

Nas ofertas físicas, os feijões carioca extra padrão 8,5 chamaram atenção. Os corretores elevaram suas pedidas de R$ 360,00 para até R$ 380,00 por saca, numa clara estratégia de testar os limites do mercado. Dos três lotes disponíveis, apenas uma carga encontrou escoamento ao preço de R$ 370,00 por saca. Ainda assim, a expectativa é de manutenção dessa postura nos próximos negócios, principalmente porque diversas amostras foram recolhidas por compradores interessados durante o pregão.

No mercado dos feijões comerciais, o comportamento foi mais cauteloso. Os compradores analisaram atentamente as ofertas disponíveis tanto fisicamente quanto por amostras, mas preferiram não avançar nas negociações. Foram observados lotes com padrões entre 7 e 8 de cor, apresentando diferentes características de qualidade e variedade de sementes. As pedidas variaram entre R$ 265,00 e R$ 320,00 por saca. Apesar da ausência de negócios registrados durante o pregão, o interesse demonstrado pelos compradores deixa uma expectativa positiva para o pós-pregão.

Já o mercado de feijão preto continua marcado pela observação e pela especulação. Os compradores seguem monitorando as melhores oportunidades, mas ainda sem demonstrar grande disposição para fechar negócios. Ao mesmo tempo, os corretores vêm trabalhando com uma oferta mais restrita, situação que já se observa desde a semana passada.

As pedidas para o feijão preto variam entre R$ 240,00 e R$ 265,00 por saca, mas não faltam comentários sobre valores de R$ 270,00 a R$ 280,00 para os lotes de melhor qualidade. O movimento reforça a intenção de sustentar os preços em um ambiente de oferta controlada. Entre os operadores de produto importado, o cenário também é de confiança, com indicações de vendas chegando a R$ 295,00 por saca.

Em resumo, o mercado segue convivendo com vendas moderadas e dificuldades de escoamento no consumo final. O ritmo de reposição do varejo permanece lento, fator que continua preocupando as indústrias. Ainda assim, as empresas mantêm compras seletivas e em volumes reduzidos, enquanto os vendedores controlam a oferta para evitar pressões baixistas sobre os preços.

Nesse jogo de equilíbrio entre oferta limitada e demanda cautelosa, os negócios para embarque continuam sendo a principal ferramenta para movimentar o mercado e sustentar os atuais níveis de preços.



Analista:   Rose Almeida


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