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BOLETIM INFORMATIVO DO FEIJÃO PREGÃO - 15 de junho de 2026

Mercado de feijão abre a semana com cautela: poucas ofertas, testes de preços e demanda retraída


O mercado de feijão iniciou a semana com movimentação cautelosa e baixo volume de negociações, refletindo um cenário de incerteza entre oferta e demanda. O retorno de lotes de feijão extra contribuiu para reforçar o quadro de disponibilidade, enquanto corretores passaram a testar novos patamares de preços, especialmente nos padrões comerciais e no feijão preto.

O pregão desta segunda-feira foi aguardado pelos operadores, diante da expectativa de reação nos preços, influenciada principalmente pela qualidade dos grãos, comportamento da demanda e, sobretudo, pelas condições climáticas.

No entanto, o mercado apresentou baixa liquidez. Foram ofertadas aproximadamente 3.800 sacas de feijão carioca, enquanto no segmento de feijão preto as negociações seguiram concentradas em amostras. Do lado da demanda, o movimento foi fraco, com compradores adotando postura cautelosa e sem urgência para reposição de estoques.

Feijão carioca extra
A reentrada de feijões com padrão elevado (nota 9 de cor) trouxe novas referências de preço, com pedidas em torno de R$ 420,00 por saca, para lotes oriundos de Minas Gerais e negociados via amostras. Apesar da valorização pretendida, apenas um negócio foi concretizado, enquanto outros compradores limitaram-se à retirada de amostras.

Para o padrão 8,5 de cor, a única carga disponível foi negociada a R$ 360,00 por saca, sem novas ofertas sendo apresentadas ao longo do pregão.

Feijão carioca comercial
Após uma semana anterior marcada por bom escoamento, a oferta de feijões comerciais permaneceu restrita. Esse cenário sustentou tentativas de reajuste nos preços, com corretores pedindo entre R$ 285,00 e R$ 300,00 por saca para lotes com padrão entre 7,5 e 8 de cor.

Esses movimentos refletem não apenas a menor disponibilidade, mas também a estratégia dos vendedores diante de negociações realizadas majoritariamente por amostras e com entregas programadas.

Feijão preto
No mercado de feijão preto, tradicionalmente negociado por amostras, a abertura da semana foi marcada pela baixa exposição de lotes. Ainda assim, corretores voltaram a testar preços mais elevados, com pedidas de R$ 270,00 por saca para lotes de melhor qualidade (beneficiados em máquina) e R$ 260,00 para produto a granel.

Panorama geral
O mercado desta segunda-feira foi caracterizado por um ambiente de cautela e baixa intensidade. Corretores adotaram postura estratégica, limitando a exposição de ofertas, especialmente para embarques imediatos, e buscando testar novos níveis de preço, principalmente nos feijões comerciais.

Por outro lado, a demanda retraída e sem pressão por abastecimento contribuiu para um pregão esvaziado, com poucas negociações efetivadas e predominância de expectativas sobre os próximos movimentos do mercado.


Analise de mercado:  Rose Almeida 


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