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Nordeste e a safra de inverno - Feijão Carioca, preto e cores

De acordo com o último levantamento da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), os estados da Bahia, Ceará, Pernambuco e Sergipe, estão com plantio em andamento e colheita prevista para a primeira quinzena de agosto.


Incentivo Governamental

 

Nos últimos anos o clima tem prejudicado as safras nordestinas do feijão na região Nordeste. A quebra expressiva e as doenças são os problemas mais comuns, tendo o excesso de chuvas como principal fator.

 

Essa realidade provocou desinteresse em alguns produtores, que este já há alguns anos, decidiram não plantar ou mesmo reduzir as áreas de plantio do feijão.

 

O foco tem sido para o plantio do milho, tendo em vista os incentivos governamentais por meio de empréstimos e distribuição de sementes. 

 

Estado da Bahia

 

Sertão:

 

Munícipios com plantios: Feira de Santana, Canudos, Euclides da Cunha, Itapicuru, Tucano, Cipó, Uauá, Adustina, Alagoinhas, Irará, Banzaê, Paripiranga, Santo Estevão, Jeremoabo, Dantas, Cicero Dantas, Sitio do Quinto, Fátima e Ribeira do Pombal.

 

Baixa Grande:

 

Municípios com plantios: Ipirá, Capela do Alto Alegre, Pé de Serra, Tapiramuta e Mairi. A previsão de colheita é a partir do mês de agosto.

 

As áreas ocupadas com feijão nesta safra de inverno chegaram a aproximadamente 190 mil hectares.

É importante lembrar que as lavouras do Nordeste, o plantio é bem diferente dos estados do centro Sul do País.   Sem investimentos tecnológicos, desde o processo de plantio e colheita, a produtividade são três menores.  Com uma produtividade de aproximadamente 10- 15 sacas por hectares. 

 

Em relação às chuvas, essas chegaram bem adiantadas. Nesse contexto, a região vem recebendo bons milímetros de água há pelo menos dois anos. 

 

São vários os municípios que estão com plantio em andamento. Desse modo, citamos apenas os mais representativos. 

 

 

Pernambuco

 

Agreste Meridional:

 

Municípios: Águas Belas, Angelim, Bom Conselho, Brejão, Buíque, Caetés, Alçado, Canhotinho, Capoeiras, Correntes, Garanhuns, Iati, Itaíba,  Jucati, Jupi, Jurema, Lagoa do Ouro, Lajedo, Palmeirinha, Paranatama,  Pedro, Saloá,  São João, Terezinha, Tupanatinga e Venturosa.

 

Agreste Setentrional: Bom Jardim, Casinhas, Cumaru, Feira Nova, Frei Miguelinho, João Alfredo, Limoeiro, Machados, Orobo, Passira, Salgadinho, Santa Cruz do Capibaribe, Santa Maria do Cambuca, São Vicente Férrer, Surubim,  Taquaritinga do Norte,  Toritama, Vertente do Lério e Vertentes.

 

Pernambuco em relação aos demais estados do Nordeste foi o que mais recebeu períodos chuvosos, principalmente no início do plantio. Isso tem provocando inclusive perdas por excesso de água nas plantas. Consultados, alguns produtores afirmaram que replantaram e/ou estão replantado. 

 

As áreas com feijão carioca e cores são de aproximadamente 97 mil hectares. O predomínio maior de plantio continua sendo para o feijão preto.

 

Observamos que a região tem um solo bastante rico, mas para favorecer as plantações o clima deve ser compatível para o bom desenvolvimento das lavouras. Contudo, alguns problemas climáticos podem escalonar a colheita, que deve se entender até o mês de outubro. 

 

Já nos estados de Alagoas e Sergipe os plantios são menores, principalmente em Sergipe, que teve uma pequena área de aproximadamente 3.700 hectares que foram ocupados com feijão.

 

Em Alagoas as áreas estão ocupadas com feijão carioca e de cores, chegando a no máximo 32 mil hectares. 

 

Em resumo, por se tratar de uma safra de inverno, os períodos chuvosos devem continuar. Portanto, iremos acompanhar semana após semana o desenvolvimento dessas áreas. 

 

Obs: Dados fornecidos pela CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento).

 

 

 

Rose Almeida

Negócios & Mercado


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