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ALERTA CLIMÁTICO E DE MERCADO | JUNHO 2026

Clima trava oferta e sustenta mercado do feijão carioca no Brasil



O mercado de feijão carioca segue com ritmo lento na ponta do consumo. No varejo, o giro ainda é fraco, e a indústria mantém uma postura cautelosa, comprando apenas o necessário para reposição imediata.

Mas, mesmo com essa pressão do lado da demanda, o clima entra como fator decisivo e impede uma queda mais forte nos preços.

Clima desenha um cenário desigual no campo

Em Goiás, o tempo seco e as temperaturas mais elevadas favorecem o desenvolvimento das lavouras. O resultado é um feijão de melhor padrão, mais claro e valorizado pelo mercado.

No Noroeste de Minas Gerais, o cenário já exige atenção. Mesmo com chuvas fracas, o aumento da umidade nas madrugadas, com presença de orvalho, pode comprometer a qualidade visual dos grãos, gerando risco de desconto na comercialização.

Já no Sul de Minas, o avanço do frio e das chuvas muda completamente o ritmo da safra. O excesso de umidade e as temperaturas mais baixas reduzem o desenvolvimento das lavouras e provocam atraso na colheita.

Mercado travado, mas firme

Esse conjunto de fatores cria um mercado com pouca negociação, porém sustentado.

A combinação entre oferta controlada, clima irregular e retenção por parte dos produtores mantém os preços firmes, mesmo diante de uma demanda ainda enfraquecida.

Qualidade passa a ser o diferencial

O mercado começa a entrar em uma fase onde não é só volume que importa ? a qualidade ganha protagonismo.

Regiões com clima mais seco, como Goiás, tendem a ofertar feijão de melhor padrão. Já áreas com maior umidade podem enfrentar perda de qualidade, reduzindo a oferta de produto superior.

Leitura de mercado

Na prática, o mercado parece parado.
Mas nos bastidores, a oferta está ficando mais curta.

E esse é o ponto-chave:
quando a indústria precisar comprar com mais intensidade, pode encontrar menos produto de qualidade disponível.



Conclusão

O clima segue como o principal fator de sustentação do mercado neste momento.

Entre atraso de safra, risco de qualidade e oferta controlada, o cenário aponta para um mercado mais firme nas próximas semanas principalmente para o feijão de melhor padrão.


Fonte: INMET
Analista de Mercado: Rose Almeida

 


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