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Mercado de feijão inicia abril com cautela, preços nominas e negociações restritas
O mercado de feijão atravessará um momento de desorganização nos preços, marcado por operações com volumes restritos e expectativa de estabilidade no curto prazo. O cenário reflete a cautela dos agentes do setor diante das incertezas que antecedem o início da colheita na região Sul do país.
Nas próximas semanas, a tendência é que produtores e operadores adotem estratégias mais conservadoras, priorizando negociações em menores volumes e ampliando a prática de vendas casadas com entregas futuras. A postura cautelosa também se estende aos compradores, que devem manter compras mínimas enquanto avaliam o comportamento dos preços neste início de mês.
Apesar da expectativa de abertura da semana com preços obtidos, o setor demonstra preocupação quanto à dinâmica da demanda. Tradicionalmente, o início de abril já apresenta ritmo moderado de negociações, mas a cadeia do feijão vem enfrentando um período ainda mais fraco em termos de volume comercializado.
De modo geral, o mercado segue atento à entrada gradual de novas ofertas, previstas para a segunda quinzena de abril. Embora os volumes iniciais devam ser modestos, historicamente são os preços os primeiros a reagir a esse movimento. Ainda assim, a perspectiva predominante é de um mercado calmo e com ritmo lento, tanto para o feijão carioca quanto para o feijão preto.
Na Bolsa, na região da Zona Cerealista, a expectativa é de manutenção do cenário atual na abertura da semana. As ofertas devem permanecer enxutas, com foco em embarques programados. Além da demanda ainda contida, os operadores também estão atentos à necessidade de sustentação dos preços vigentes.
Ao final da semana, as cotações registradas foram as seguintes:
Feijão carioca:
- Nota 9: R$ 355,00
- Nota 8,5: R$ 335,00
- Nota 8: R$ 300,00 a R$ 315,00
- Nota 7,5: R$ 285,00
Feijão preto:
- Extra T1 a granel: R$ 190,00 a R$ 200,00
- Comercial T1 a granel: R$ 165,00 a R$ 180,00
O comportamento do mercado nas próximas semanas será decisivo para definir a direção dos preços, especialmente com o avanço da colheita e a evolução da demanda interna.
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