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Nem sempre a sexta-feira é sinônimo de término de vendas. E nessa perspectiva observamos que o pós pregão de hoje foi bem atípico.
Os compradores finalmente saíram às compras. E o mais interessante foi que não houve a necessidade de aguardar prazo pra entrega, tendo em vista que os padrões negociados até o momento encontravam-se parados na zona cerealista desde a segunda-feira.
Zona cerealista
Nem sempre a sexta-feira é sinônimo de término de vendas. E nessa perspectiva observamos que o pós pregão de hoje foi bem atípico.
Os compradores finalmente saíram às compras. E o mais interessante foi que não houve a necessidade de aguardar prazo pra entrega, tendo em vista que os padrões negociados até o momento encontravam-se parados na zona cerealista desde a segunda-feira.
Dentre as ofertas que praticamente foram escoadas na totalidade estavam padrões como o feijão (8,5), vendido em R$ 110,00/sc, mais o acréscimo das despesas.
As demais negociações também ocorridas hoje foram para o feijão comercial. Neste caso fica difícil precisar valor e padrão. No entanto, trata-se dos grãos negociados para embarque, onde os preços sugeridos e praticados giram na média de R$ 90,00 a R$ 105,00/sc.
Feriado prolongado
Sabemos que os compradores da zona cerealista não fecharão todos os dias, mas apenas no feriado nacional. Logo, os negócios terão continuidade, tanto para os compradores da zona cerealista ou para aqueles que costumam negociar direto nas lavouras paulistas.
Sendo assim, o que não funcionará são as vendas realizadas no pregão. Porém, alguns dos corretores estão deixando explícito que atenderão normalmente caso surja alguma demanda nos intervalos entre dias úteis e feriados.
Lavouras
Nas lavouras, o frenesi nas vendas também foi perceptível. Isso indica que o mercado deve estar se abastecendo em razão do feriado.
Portanto, quem quiser mercadoria extra, recém colhida, terá que disputar com os corretores no interior paulista.
As vendas seguem firmes, com preços variando entre R$ 110,00 e R$ 120,00/sc. Vale informar que toda essa movimentação repentina provocou um visível recuo nos produtores, deixando o mercado sem ofertas.
Com compradores de outros estados como Paraná e Goiás, o estado de São Paulo tem sido o maior responsável pelo escoamento da produção, reforçando a tese de que a zona cerealista não é palco de grandes movimentações. Isso fica ainda mais claro se levarmos em consideração a redução significativa nas ofertas.
ClimaA ocorrência de chuvas está quase diariamente entre os municípios paulistas que estão com colheita em andamento. Porém, a intensidade dos eventos ocorre com poucos milímetros, sem causar prejuízo na qualidade dos grãos.
Rose Almeida
Negócios & mercado
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