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Frentes frias são bloqueadas no extremo sul do Brasil
A última de semana de abril de 2018 é marcada pela intensificação de um sistema de alta pressão atmosférica sobre o Paraguai, em torno de 5.500 metros de altitude, mas que terá uma grande influência sobre a maioria das áreas da Região Sul, em parte do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil.
Tecnicamente este sistema de alta pressão atmosférica vai causar um bloqueio na atmosfera impedindo a passagem das frentes frias pelo Sul do Brasil. Até o dia 28 de abril, duas frentes frias passam pelo sul do Rio Grande do Sul e não conseguem chegar a São Paulo por causa do bloqueio atmosférico da alta pressão. A chuva destas frentes frias fica bloqueada na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai.
Este bloqueio atmosférico não se prolonga por muito tempo. No dia 30 de abril, uma frente fria chega com mais força ao Brasil e devem avançar para o litoral de São Paulo logo após o feriado de 1º de Maio.
Consequências do bloqueio da alta pressão
Ar seco
O sistema de alta pressão deixa o ar seco no centro-sul do Brasil sobre a maioria das áreas da Região Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil. Nas horas mais quentes do dia, níveis de umidade do ar entre 20% e 30% devem ser observados durante várias horas especialmente em locais de Mato Grosso do Sul, do oeste e sul de Mato Grosso
Pouca chuva
A baixa umidade do ar vai inibir a formação de nuvens carregadas e a ocorrência de chuva sobre a maioria das áreas do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Até a sexta-feira, 27 de abril, não deve chover nas capitais do Sul e nem de São Paulo, de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul.
Piora da qualidade do ar
A falta de chuva por vários dias consecutivos é um dos principais fatores que aumenta a concentração de poluentes, tanto no campo como nas cidades. Como a chance de chuva é baixa até a próxima sexta-feira sobre a maioria das áreas do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste, a atmosfera fica mais poluída e a qualidade do ar piora, principalmente nos centros urbanos.
Fonte: Climatempo.com.br
Crédito e imagem: climatempo.com.br
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