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Feijão terceira safra Estimativa em julho/2018. Para o feijão terceira safra, a estimativa é que sejam cultivados 600,5 mil hectares e uma produtividade de 1.222 kg/ha.

O feijão-comum cores é o mais produzido na terceira safra. A estimativa é de 660,3 mil toneladas para a safra 2017/18, ou seja, 12,2% inferior à safra passada.


 O feijão-comum cores é o mais produzido na terceira safra.

A estimativa é de 660,3 mil toneladas para a safra 2017/18, ou seja, 12,2% inferior à safra passada.

Em Pernambuco, as lavouras de feijão-comum cores terceira safra são semeadas na mesorregião do Agreste Pernambucano. Grande parte das lavouras se encontram nos estádios de semeadura e desenvolvimento vegetativo. Devido às baixas precipitações registradas, o plantio está atrasado e as lavouras estão sendo acometidas por estresse hídrico.

Em Sergipe, a semeadura do feijão-comum cores terceira safra foi concluída. A estimativa é de redução de 10,5% em relação à safra passada em razão da preferência dos produtores ao cultivo do milho.

O relato é que o milho está apresentando maior vantagem financeira em relação ao feijão. Outro fator que contribuiu para a substituição desses cultivos foi a frustração obtida na última safra em razão do excesso de chuvas no período da colheita, a qual provocou perda de qualidade e desclassificação da produção do grão no estado. É importante destacar que as áreas de cultivo com propósito comercial foram semeadas nos últimos 20 dias, tendo em vista a aproximação do período final de semeadura recomendado pelo Zoneamento Agroclimático para essas áreas. Em contrapartida, as áreas onde parte da produção é destinada ao cultivo de subsistência se encontram em estágio mais avançado de desenvolvimento vegetativo, pois foram semeadas no começo de maio.

As estimativas iniciais são de 13,6 mil hectares cultivados em todo o estado, com produtividade média de 828 kg/ha.

Na Bahia, estima-se que sejam cultivados 201,5 mil  hectares, com a produção esperada de 147,7 mil toneladas. A área já foi totalmente semeada.

O plantio do feijão-comum cores terceira safra costuma ser consorciado com o milho nas microrregiões de Serrinha, Riachão do Jacuípe, Paulo Afonso e Feira de Santana, onde o nível de utilização de tecnologia é baixo.

Por ter um ciclo mais curto, o feijão solteiro é cultivado em regiões com chuvas mais irregulares que as do milho e, até meado de maio, o plantio será finalizado. 


Clima

O cenário atual indica que as principais regiões produtoras continuam enfrentando um período de estresse hídrico. Vale explicar que as lavouras da região nordeste, por exemplo, foram semeadas nos meses de maio e junho. Ou seja, já existem lavouras sem possibilidade de recuperação. Essa realidade já vem gerando preocupação no sertanejo, que já se depara com uma provável perda anunciada. 

A expectativa agora se volta para as lavouras que foram semeadas no mês de junho. Além disso, tivemos a informação de que existe previsão de chuvas para alguns municípios, sendo que a incidência é de poucos milímetros, intercalando com dias de sol e com nuvens. 

Mesmo diante de tal constatação, o mais prudente para o momento é manter o otimismo, e aguardar a conclusão do ciclo. Só assim será possível verificar o que de fato ainda vai render para os produtores nordestinos.

Outra informação importante é que as primeiras colheitas estão previstas para este mês de agosto, porém, com a presença do clima seco, tal expectativa se prolonga para o mês de setembro. 

Em suma, indicamos que todos acompanhem o site: www.tempoagora.com.br, bem como a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), para terem acesso ao último levantamento sobre a safra.

 

Rose Almeida

Negócios & Mercado


Fonte: Créditos da imagem  www.edcentaurus.com.br



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