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Embrapa deu início ao 13ºCongresso Nacional de Feijão

Começou nesta quarta-feira (28/09) o XIII Conafe, fórum de debates que acontece a cada três anos, reunindo os principais nomes e instituições que trabalham com pesquisa sobre esta cultura no país.



Serão três dias de conferências, palestras e painéis, nos quais serão discutidos assuntos relacionados à automação de processos, manejo da cultura, fitossanidade, nutrição de plantas, microrganismos benéficos, impactos do clima na produção de grãos, intensificação sustentável, biotecnologia, melhoramento genético, consumo e mercado, entre outros outros temas. Com debates e apresentações de inovações tecnológicas e negócio, o Conafe visa ao nivelamento de conhecimento de todos os envolvidos na cadeia do feijão.

 

O XIII Conafe está se realizando pela primeira vez de forma 100% on-line, permitindo o alcance dos temas apresentados até onde a web possa ser acessada, promovendo um ganho considerável na divulgação da pesquisa sobre o feijoeiro-comum. Esta edição tinha agenda programada para acontecer em 2020, mas, em virtude da pandemia provocada pelo Coronavírus, precisou ser adiada em um ano. A programação, como em todas as edições, é bastante rica e foi pensada pela equipe organizadora para abranger o mais amplo espectro de conteúdo, permitindo atualizar o conhecimento de toda a cadeia produtiva. Os vídeos estarão disponíveis na página do evento a partir do dia 1º de outubro, incluindo as apresentações da abertura (acesse aqui).

A abertura do Fórum foi feita pelo chefe geral da Embrapa Arroz e Feijão, Elcio Perpétuo Guimarães, que fez um rápido retrospecto histórico do Conafe, lembrando as realizações desde o século passado, retratando a sua importância na promoção da segurança alimentar e na produção e divulgação de novos conhecimentos, que colaboraram, entre outros aspectos, para a ampliação das áreas e modos de produção, saindo da condição de importadores. "Hoje somos autossuficientes e até exportamos feijão para países vizinhos?, lembra Elcio Guimarães.

Após o chefe geral, falou o presidente do Conafe, o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Embrapa Arroz e Feijão, Thiago Lívio de Souza, que reforçou a importância do Fórum e a satisfação da realização neste ano tão distinto dos demais, uma edição desafiadora e inovadora, segundo ele, pela condição de primeira vez on-line. Com mais de 400 inscritos e mais de 200 trabalhos a serem apresentados; tendo inscrições oriundas de 18 estados e cinco países, além de reunir 20 instituições diferentes, trazendo as novidades que alcançaram em suas pesquisas, Thiago Lívio afirma ser "o maior evento técnico da pesquisa cientifica do feijão do Brasil e um dos maiores do mundo? e conclui: ?vai ser um fórum muito interessante que impulsionará nossa pesquisa?.

O próximo a falar, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Goiás, Tiago Freitas de Mendonça, representante do governador Ronaldo Caiado, deu as boas-vindas aos participantes do Conafe, enfatizando a grande oportunidade que o evento oferece às instituições integrantes, para discussão de temas que podem promover o crescimento da cadeia do feijão.

Em seguida, falou o diretor executivo de P&D da Embrapa, Guy de Capdeville, que representou também o presidente da Empresa, Celso Luiz Moretti. Ele destacou, além da já citada importância técnica dos trabalhos apresentados, a força institucional que o Conafe carrega em si, pela possibilidade de acompanhar o avanço do conhecimento de parte a parte: a Embrapa tomando ciência do que se desenvolve nas demais instituições e estas tendo acesso às pesquisas produzidas na Empresa. O diretor de P&D revelou que, internamente, considera-se o feijão uma das mais importantes culturas do Brasil e que a Embrapa busca, junto aos seus diversos parceiros do setor produtivo, Universidades, institutos de pesquisa e órgãos de extensão, soluções sustentáveis e ambientalmente amigáveis, com sistemas de produção o mais intensificados possível. ?É uma cultura que vem crescendo cada vez mais, com Market Share importante no agro nacional e perspectivas muito grandes para exportação. Nós consideramos o Conafe uma iniciativa contínua de importância extrema para a Embrapa e para a cultura do feijão como um todo?, concluiu Guy de Capdeville.

Representando a ministra Tereza Cristina Dias, falou o secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Fernando Silveira Camargo. Ele destacou a atuação da Embrapa na conquista da autossuficiência na produção de feijão. O secretário apontou as pesquisas que inserem a leguminosa em sistemas integrados de plantio e aquelas que buscam diminuição do custo de produção, como desafios a serem debatidos no Conafe. Fernando Silveira citou como elemento do debate, o Programa Nacional de Bioinsumos, do MAPA, que visa à redução da dependência de insumos importados, por parte dos produtores rurais, ampliando a oferta de matéria-prima para o setor, aproveitando o potencial da biodiversidade brasileira.

Concluindo a cerimônia de abertura do XIII Congresso Nacional de Pesquisa de Feijão, Dirceu Borges, superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) Goiás, falou sobre a participação da sua instituição no evento como algo imprescindível. Ele elogiou o painel de temas escolhidos para o Fórum e convidou os participantes a conhecerem os trabalhos do Senar, como o portfólio de cursos a distância, divulgados dentro do ambiente virtual do Conafe.

COMPARTILHANDO CONHECIMENTOS

Feita a abertura do Conafe, começaram as atividades do primeiro dia. Incialmente, com a Conferência 1: ?O Futuro da Agricultura Brasileira?, apresentada pelo ex-ministro da Agricultura, Alysson Paulinelli, que desenhou o horizonte promissor para o setor, face às inovações tecnológicas da Agricultura 4.0 e suas contribuições com a produção de grãos na integração sustentável. Alysson fez um relato histórico de questões acerca do feijão, desde o início dos anos 1970, que mostraram o quanto a cultura passou de problema de Estado, pela baixa produção e tentativas do mercado de majorar preços pelo desabastecimento, até os dias de hoje quando esta questão, produtividade, não pode mais ser questionada. ?Importávamos do México e até do Chile, que nem tem área para produzir a contento. Importamos dos Estados Unidos, que destinaram, à época, áreas significativas apenas para produzir feijão para o Brasil. Mas, com a Embrapa, tudo isso mudou e somos hoje autossuficientes?, afirmou o ex-ministro. A moderação desta conferência ficou a encargo do pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, Pedro Machado.

Em seguida aconteceu a primeira palestra ?Controle de Doenças?, com o técnico da BASF, Agmar Assis. Depois, veio o Painel 1: ?Automação na Produção de Grãos?, moderado pelo pesquisador Pedro Arraes, ex-presidente da Embrapa e atual diretor do Departamento de Desenvolvimento Comunitário do Ministério da Agricultura, com as palestras ?Automação na Infraestrutura da Produção de Grãos (Gregory Riordan), ?Processamento de Imagens e uso de sensores? (Lucio de Castro), e ?Benefícios da Integração de Dados e Informações na Visão do Produtor (Rodrigo Yoiti Tsukahara).

No início da tarde, aconteceu o Painel 2: ?Uso de Ferramentas da Biotecnologia nos Programas de Melhoramento do Feijão?. Com o objetivo de atualizar sobre as modernas ferramentas que podem ser implantadas em diversas etapas do sistema produtivo, com aplicações voltadas tanto para o avanço da pesquisa, no desenvolvimento de novas variedades, quanto para aplicações mais práticas, de edição de genes e novas tendências, foram realizadas três palestras: ?Seleção Assistida por Marcadores-SAM, Integrada ao Melhoramento Genético (Joe Tohme); Seleção Genômica em Culturas Autógamas (Alexandre Coelho); e ?Transformação de Plantas para Resistência a Patógenos e Pragas da Cultura (José Lima Aragão).

Logo após, o palestrante Marco Antônio Pereira Júnior, da empresa IHARA, falou sobre o tema: ?Tradição japonesa e soluções IHARA na cultura do feijão?, seguido de Thiago Tácio Liccioti, da Bayer, que fez a palestra ?Inovações Bayer para Altas Produtividades em Feijão. Finalizando as atividades do primeiro dia, aconteceu a Conferência 2: "Avaliação de Riscos Agroclimáticos para a Cultura do Feijão?, com moderação do pesquisador Silvando Silva, da Embrapa Arroz e Feijão. O objetivo foi apresentar a importância do zoneamento climático para o país como política pública, usando o exemplo do ZARC para o feijão-comum. O conferencista foi José Eduardo Boffino de Almeida, pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. As atividades do 2º dia terão início às 8h30, com uma Conferência, um Painel e seis Palestras.


Fonte: Embrapa:

Credito da imagem: agrolink.com.br


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