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Durante o pós-pregão de hoje, dia 22, o mercado operou com boa movimentação de vendas pela modalidade de embarque. O maior volume comercializado foi do feijão carioca de padrão comercial (8,5).

Durante o pós-pregão de hoje, dia 22, o mercado operou com boa movimentação de vendas pela modalidade de embarque. O maior volume comercializado foi do feijão carioca de padrão comercial (8,5). O preço em destaque foi de R$ 145,00/sc/final, sendo este diferenciado do valor de abertura do mercado, dando certa vantagem ao setor de compras. De modo geral estima-se que pelos menos 12 mil sacas foram negociados com entrega programada.


Zona Cerealista

Durante o pós-pregão de hoje, dia 22, o mercado operou com boa movimentação de vendas pela modalidade de embarque. O maior volume comercializado foi do feijão carioca de padrão comercial (8,5). O preço em destaque foi de R$ 145,00/sc/final, sendo este diferenciado do valor de abertura do mercado, dando certa vantagem ao setor de compras. De modo geral estima-se que pelos menos 12 mil sacas foram negociados com entrega programada.

 

Já o feijão de padrão extra (9,5) manteve o preço firme e ainda aguarda escoamento, tendo em vista que os compradores seguem indiferentes a este padrão, sem sequer lançarem contra proposta. As vendas se ocorreram, não tivemos como acompanhar. Diante de tal cenário vale colocar que a dificuldade para escoamento deverá provocar certa fragilidade nos preços.

 

Lavouras

As práticas de vendas estão literalmente estrangulando os compradores.  Neste momento as lavouras do interior de São Paulo estão operando praticamente com os mesmos preços da zona cerealista. Além disso, as mercadorias físicas já tiveram o acréscimo das despesas.

 

Esta situação demonstra um mercado que necessita comprar, porém está recuado em razão dos atuais preços. Portanto, a jogada dos produtores neste momento é esperar a demanda naturalmente, sobretudo com o intuito de alcançar valores ainda maiores do que R$ 150,00/sc. 

 

No estado de Minas Gerais o frenesi é o mesmo, com os preços seguindo a mesma resistência. Os produtores mineiros saltaram para o valor de R$ 150,00/sc, provocando um gargalo no setor.  Por outro lado é inegável que o setor de compras está inseguro, e só arriscará aquisições por meio da venda casada, pois permite mais tranquilidade na compra. 

 

Varejo

 

Apenas nesta semana o mercado já registrou uma alta de 13 a 22% no produtor in natura. Assim sendo, o setor atacadista precisará de pelo menos duas semanas para atualizar seus preços. Durante este intervalo o mercado sentirá uma cautela maior dos empacotadores. 

 

Lembrando sempre que os principais empacotadores não estão vazios e ainda estão realizando seus abastecimentos diretamente nas lavouras, com mercadorias no padrão comercial para as marcas de combate que conseguem suportar bem a calmaria do mercado.

 

 

Resumo

 

A expectativa de uma melhor abertura para as negociações se transfere para a próxima semana, uma vez que o setor de vendas se mostra firme e recuado, mostrando que não abrirá mão dos atuais preços.

 

Rose Almeida

Negócios &e Mercado


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