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Produção de feijão vai crescer 487% na Bahia

Aumento da colheita já se reflete no preço pago pelo consumidor, alimento está 5,5% mais barato em Salvador


Menos água e mais feijão na panela, e em abundância. A produção baiana de feijão, na chamada segunda safra, que vai de abril a setembro, deve ser 487,5% maior do que no mesmo período do ano passado. Na Bahia, as lavouras cultivadas nesta época do ano devem gerar 123 mil toneladas a mais do que em 2018, alcançado quase 149 mil toneladas. 

A estimativa atualizada da safra baiana de grãos foi divulgada nesta terça (10/9) pelo IBGE, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os dados indicam resultados praticamente consolidados, já que as principais regiões produtoras estão começando ou encerrando a temporada de colheita, e as variações climáticas já não devem influenciar tanto no volume final produzido.

A maior parte da produção de inverno está concentrada na zona rural de municípios do nordeste do estado, como Euclides da Cunha, Monte Santo, Quijingue, Cansação e Adustina. A chuva chegou tardiamente na maior parte dos municípios, mas permaneceu regular ao longo dos últimos quatro meses beneficiando as plantações. Bem diferente do ano passado quando as perdas chegaram a mais de 95%.

Em Euclides da Cunha, maior produtor do estado, são mais de 25 mil hectares plantados. Em Adustina os agricultores devem produzir cerca de 6 mil toneladas de feijão.

Já em Cansação, quarto maior produtor da Bahia, os produtores rurais esperam obter a melhor safra dos últimos nove anos. O município tem cerca de 3 mil agricultores. Eles cultivam o grão numa área de 14 mil hectares e começaram a colheita há três semanas.

?Desde 2010 vínhamos tendo prejuízos. Mas este ano, apesar da chuva ter sido tardia, e do ataque de pragas, como lagartas, vamos ter a melhor colheita dos últimos anos?, afirma Cristiano Santana de Oliveira, secretário de agricultura de Cansação.

O aumento na produção do estado já começa a se refletir nos preços para o consumidor final. De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sociais e Econômicos), o feijão foi um dos produtos que mais caiu de preço na cesta básica da capital baiana no mês de agosto. O produto registrou queda de 5,51% no mês passado em Salvador. A redução foi registrada também em outras 14 capitais, mas com percentuais diferentes. Na capital baiana, o quilo do feijão esta custando em média R$ 5,34 centavos.

?O mercado esteve abastecido, o que explicou a redução do preço do feijão carioquinha. Já para o tipo preto, o fim da colheita no Sul do país reduziu o volume ofertado, mas foi compensada pela importação do grão?, diz o relatório do Dieese.

Fonte: correio24horas.com.br

Crédito da imagem: G1.GLOBO.COM


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