COTAÇÕES DE PREÇOS E ANÁLISE DE MERCADO
Feijão carioca - preços em r$ - saca 60 kg - últimos 5 dias
Pós-Pregão Segunda-feira| 26 de janeiro de 2026 Feijão Dispara em Preço, mas Comprador Segura a Mão no Bolso Mercado registra valorização expressiva do grão, porém demanda cautelosa impede aumento nas vendas O mercado de feijão vive um momento de tensão: os preços sobem consistentemente, mas os compradores mantêm uma postura conservadora, adquirindo apenas o necessário para soluções imediatas. O cenário revela um jogo de esperança entre produtores que seguram estoques e varejistas que têm que pagar mais caro. No pós-pregão desta segunda-feira, o feijão carioca extra boa peneira 9,5 de cor, alcançou cotações de até R$ 300,00 por saca, com negócios fechados a R$ 290,00. Mesmo assim, o volume movimentado ficou modesto: entre 3.000 e 3.500 sacas do grão de qualidade superior. O feijão comercial de boa peneira, com escurecimento mais lento, foi negociado a R$ 255,00 por saca, escoando cerca de 2.000 a 2.500 sacas. Os números evidenciam uma contradição: preços em alta, mas vendas proporcionais ? longe de qualquer euforia. Varejo adota estratégia do "comprar só quando precisa" A explicação para o descompasso é cautela do setor varejista. Supermercados de pequeno e médio porte compram conforme vendem, em um modelo conhecido como "vendas puxadas". Não há corrida para formação de estoques, mesmo diante da escalada de preços. ?As empresas vão se atualizar na medida que precisam reportar as redes supermercadistas?, destacou embaladodor a zona cerealista. Essa postura conservadora mantém o mercado funcionando em ritmo controlado, mas cria um risco: picos inesperados de demanda podem pegar compradores despreparados, forçando aquisições às pressões e sem margem para negociação. Feijão preto pátina com demanda recuada Os operadores da bolsa trabalham com amostras e analisam detalhes, mas o movimento é lento. O grão comercial oscila entre R$ 160,00 e R$ 190,00 por saca, enquanto o extra varia de R$ 200,00 a R$ 215,00. A diferença de comportamento entre as duas variedades reforça que o momento é de seletividade: o consumidor brasileiro, tradicionalmente ligado ao carioca, mantém o tipo aquecido, enquanto o preto ? menos popular em algumas regiões ? enfrenta dificuldades para emplacar. Mercado em compasso de espera O cenário atual é marcado por diálogos sem acordo. Os compradores pressionaram pela estabilidade, mas os produtores testaram novos patamares de preço, justificados pela restrição nas ofertas. O resultado é um mercado aquecido nos valores, mas frio nas transações. Para os próximos dias, a expectativa é que o cabo de guerra continue: de um lado, produtores confiantes na valorização; além disso, varejistas calculistas aguardando o melhor momento para abastecer. Quem piscar primeiro pode definir os rumores do feijão nas próximas semanas. Rose Almeida Boletim Informativo do Feijão