COTAÇÕES DE PREÇOS E ANÁLISE DE MERCADO
Feijão carioca - preços em r$ - saca 60 kg - últimos 5 dias
Boletim Informativo do Feijão
Pregão de Quinta-feira | 15 de janeiro de 2026
Feijão Preto: Mercado Testam novos Preços em Meio à Falta de Vendas
O pregão desta quinta-feira manteve o ritmo lento de negociações, com restrições de ofertas físicas, apenas 750 sacas de feijão carioca extra (padrão 9) disponibilizadas fisicamente no mercado.
Os negócios continuam acontecendo de forma pontual, principalmente através de vendas casadas. Os suprimentos necessários foram concluídos ainda ontem, com os compradores mantendo foco nos feijões comerciais, que ganharam força devido aos preços mais acessíveis e melhor escoamento no varejo.
Na madrugada, o movimento dos compradores foi reduzido. Embora não haja ofertas físicas em abundância, as amostras expostas na bolsa mantêm preços entre R$ 220,00 e R$ 230,00 por saca para os feijões comerciais.
Para os feijões de melhor qualidade (padrões 8,5 e 9), os corretores buscaram hoje uma nova pedida de R$ 265,00 por saca, mas não houve demanda para facilidades no momento. No geral, esses padrões seguem cotados entre R$ 235,00 e R$ 250,00 por saca, com variações que dependem de qualidade, sementes e volumes negociados.
O pregão cerrou sem negociações concretizadas, embora negócios ainda possam acontecer.
Feijão Preto: Tentativas de Alta Sem Compradores
O mercado de feijão preto chama atenção pela contradição entre tentativa de elevação de preços e ausência de vendas efetivas. Mudanças de preço só são visualizadas em lotes já preparados, cargas prontas e pequenos volumes de feijões beneficiados e ensacados.
Para cargas em sacaria de 30 ou 60 kg, os preços praticados ficam entre R$ 190,00 e R$ 200,00 por saca. Já os feijões in natura, comercializados a granel, não ultrapassam R$ 180,00 por saca.
No Paraná, principal estado produtor desta variedade, produtores testaram preços elevando as pedidas entre R$ 150,00 e R$ 170,00 por saca. Porém, há necessidade urgente de concretizar vendas.
Para que o mercado aceite os valores atuais, será preciso que as grandes empresas movimentem os lotes nas mãos com as pedidas vigentes. Até o momento, a resistência dos compradores mantém o mercado estagnado, com produtores buscando melhores preços em um cenário de baixa demanda.
Rosa Almeida