COTAÇÕES DE PREÇOS E ANÁLISE DE MERCADO

Feijão carioca - preços em r$ - saca 60 kg - últimos 5 dias


BOLETIM INFORMATIVO DO FEIJÃO

PÓS-PREGÃO - 03 de novembro de 2026

 

Pós-pregão: carioca tem negociações travadas, enquanto feijão-preto busca sustentação após reajustes

O primeiro pós-pregão da semana terminou sem avanço significativo nas negociações do feijão-carioca. As ofertas na Bolsa não apresentaram grandes mudanças e as amostras recolhidas na abertura continuaram, em sua maioria, sem conversão em negócios.

Parte dos compradores ainda está recebendo mercadorias negociadas na semana passada. Com o abastecimento em andamento, algumas empresas conseguem ganhar mais alguns dias antes de retornar às compras. Essa folga aumenta o poder de negociação dos compradores, que tentam obter vantagens em preço ou prazo. Os corretores fizeram suas investidas, mas não conseguiram as concessões esperadas, e as vendas não evoluíram.

No feijão-preto, o momento é outro. O mercado atravessa uma etapa importante, com uma valorização que já vinha sendo sinalizada desde setembro. Depois de permanecer lateralizado por alguns meses, enquanto os estoques eram escoados, o produto avançou de R$ 300,00 para R$ 310,00, depois R$ 320,00 e agora R$ 330,00, referências já validadas em negócios.

A oferta mais restrita, somada às incertezas sobre a entrada da nova safra, contribuiu para essa escalada. Existem alternativas de origem em Minas Gerais e Goiás, mas a qualidade dos lotes, especialmente dos grãos mais novos, tornou-se um diferencial importante. Para os padrões comerciais, também há disponibilidade, com referências entre R$ 270,00 e R$ 300,00, dependendo da avaliação do comprador.

O desafio agora é a sustentação desses preços. Com a correção chegando ao custo dos fardos e, posteriormente, ao varejo, o repasse tende a alongar o período de reposição. Portanto, embora o mercado permaneça firme, a continuidade dos reajustes dependerá da capacidade de absorção desses novos custos pela cadeia.

São dois cenários distintos: no carioca, o comprador ainda administra o tempo e pressiona por melhores condições; no preto, depois de uma longa espera pela redução dos estoques, o mercado precisa consolidar os novos patamares de preços.

 

 

 

Analista:  Rose Almeida